Imprensa e Relações Públicas
Presidente Mello fala dos 32 anos da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha
Confira entrevista exclusiva com o Presidente da CBTG, João Ermelino de Mello
Por Departamento Cultural MTG-MT
24/05/2019 às 18:10:00, atualizado há 7 meses

A CBTG é a entidade maior do movimento tradicionalista gaúcho brasileiro, fundada em 24 de maio de 1987, na cidade de Ponta Grossa - PR, com a proposta de valorizar, organizar, defender, promover e representar as tradições e a cultura gaúcha. E para marcar essa data importante, a 1ª Prenda Veterana da CBTG Vivyane Rhoden, traz para nós uma entrevista exclusiva com o presidente da CBTG, o Sr João Ermelino Mello.

 

Senhor Presidente, nos fale um pouco a tua visão do trabalho e da importância da CBTG ao longo desses 32 anos, como os objetivos e aspirações iniciais tem sido alcançadas e como o movimento no Brasil ficou após a fundação da CBTG e o impacto dela na organização das entidades, e se puder nos da uma projeção para o futuro próximo da CBTG e o papel da juventude tradicionalista cada vez mais ativa pelo Brasil, servindo e sendo lideranças dentro do movimento de uma forma cada vez mais consciente (muito disso graças ao trabalho e visão que o sr tem), e como sente que esse teu legado vai seguir?

 

João Ermelino Mello: 

A respeito da minha visão e importância da CBTG, nesses 32 anos, é que nós temos um trabalho de todos os Presidentes anteriores, que representa o início da formação da CBTG, primordial para o nosso tradicionalismo gaúcho. 

No meu caso, já assumi a Presidência da CBTG com um trabalho praticamente realizado, então fizemos a continuidade. Agradeço muito os senhores Presidentes que nos antecederam, principalmente nas últimas três gestões: Décio Albino de Oliveira de São Paulo-SP, Dorvilio José Calderan de Brasília-DF e Manoelito Carlos Savaris do Rio Grande do Sul-RS. Sempre integrei as Diretorias desses três tradicionalistas e tive a oportunidade de aprender muito e ainda enxergar à frente um futuro muito longo e promissor da CBTG.

Porque para nós, promover a cultura e conservar o patrimônio histórico, artístico, cultural, esportivo, campeiro e demais áreas do tradicionalismo, não é tarefa fácil, pois exige um trabalho árduo e voluntário. Diante disso, precisamos de muito tempo e dedicação para a tradição, sem pensar em retorno financeiro, mas sim, em retorno cultural e no que estamos transmitindo aos nossos filhos e netos. E lá na posteridade, quem está nos escutando ou lendo, vão herdar esse conhecimento. Como eu, por exemplo, herdei dos familiares: meus avós e meus pais. O meu pai foi um tradicionalista árduo, sempre atuante na diretoria do CTG 20 de Setembro, de Santo Ângelo-RS (nossa terra natal). Inclusive ele participou da fundação do Conjunto Folclórico do Rio Grande.

Nós tivemos a experiência de vivenciar inúmeras reuniões junto aos mais velhos (eu, à época, como jovem) e não ter oportunidade de ter a palavra. Então, atualmente, eu enxergo em nossas reuniões e nossa diretoria uma importância muito grande de valorizar os nossos jovens, não importa se Peão ou Prenda, mas os jovens em geral. Porque vocês, jovens, representam a continuidade e a longevidade do tradicionalismo.

Nós usamos muito os "Jovens do Julinho" ou os “Jovens Fundadores”, mas isso é passado. Precisamos utilizar, e bastante, os Jovens da Atualidade, porque por meio das dinâmicas da atualidade/modernidade, podemos valorizar e aprender muito com vocês.

E eu acredito que, homens e mulheres que estão na nossa faixa etária, que vivenciaram essas etapas, vamos até dizer do século passado, tem que aprender muito com vocês e contribuir com o pouco que sabem e de toda essa experiência. O dia-a-dia que vivemos no Rio Grande do Sul, como participantes de invernada ou de diretoria de lá como na diretoria do Centro-Oeste, aqui no Mato Grosso do Sul onde eu resido, há uma diferença muito grande. Lá somos apenas um participante e aqui somos uma vivência viva, uma pessoa que viveu a transição do tradicionalismo.

Certa vez li esta frase: "Gaúcho de nascimento e tradicionalista por opção!". Existem diversos jovens que são nascidos aqui no Centro-Oeste ou em qualquer parte do Brasil e são muito mais gaúchos que muitos de nascimento, no sentido de cultivar as tradições. Por isso a referência da frase - “ser tradicionalista”. 

Enxergo um futuro muito longo para o tradicionalismos brasileiro e fora do Brasil. Por vocês jovens, que estão atuando, no linguajar de vocês "A mil por hora" estamos aqui, trabalhando para a preservação da tradição gaúcha e sua continuidade. Parabéns a todos vocês, jovens! E que continuem nos acompanhando e nos ensinando, por favor!

 

Muito Obrigada, meu presidente, em meu nome e de todos os tradicionalistas do Brasil, ao teu trabalho, visão e dedicação ao Movimento e em especial á confiança que o senhor tem na juventude tradicionalista, que são, com certeza os maiores legados que poderia nos deixar! E por fim, que recado o senhor gostaria de deixar para os tradicionalistas do Mato Grosso e de todo Brasil?

 

João Ermelino Mello: 

Esta pergunta que você me faz, Vivyane, é até complicado, porque é difícil transmitirmos algo que agrade a todos... Eu vejo que quanto mais poderosas as pessoas ficam, mais elas se munem do direito de serem servidas e da obrigação de proteger os seus interesses próprios.
Claro que um pai tem que proteger seu filho e sua família, não tem problema nenhum quanto a isso... Mas creio que o tradicionalismo e a nossa prática de ser tradicionalista, nós precisamos sempre que pensarmos e agirmos com um todo. Não podemos somente pensar quando estamos no nosso CTG ou no nosso MTG, mas sim em todo o tradicionalismo brasileiro. "Nós", como presidente da CBTG, eu jamais puxo uma brasa mais para o meu assado.

Então eu sempre penso coletivamente e é necessário aprendermos isso. Quando assumimos uma diretoria, ou um grupo, ou uma liderança qualquer, nós deixamos de ser singular, nós somos plurais! Nós temos que ter o pensamento no todo, jamais pensar na individualidade. O meu recado é para todos os tradicionalistas, não somente ao MTG do Mato Grosso: VAMOS PENSAR!


Fonte: Departamento Cultural do MTG-MT
Entrevista: 1ª Prenda Veterana da CBTG Vivyane Rhoden
Fonte: Departamento Cultural MTG-MT

 

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